quinta-feira, 16 de agosto de 2012

FESTIVAL DE FOLCLORE: Pouco palco para tanta tradição








A dois anos de completar as Bodas de Ouro, o Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa promoveu, no sábado, a 18ª edição do Festival de Folclore, que contou com a participação do Grupo de Folclore e Cultura de Póvoa e Meadas, do Rancho Típico de Miro “Os Barqueiros do Mondego”, do Rancho Folclórico “Os Camponeses de Vialonga” e ainda o Grupo de Danças e Cantares de S. Pedro de Maceda.
Integrado na iniciativa “Há Festa na Praça”, o Festival foi visto por largas centenas de pessoas que aplaudiram estas cinco grande demonstrações dos nossos usos e costumes.
Em conversa com o nosso jornal, o presidente do Rancho de Nisa, Joaquim Rebelo, mostra-se muito satisfeito com a qualidade dos grupos participantes e, principalmente, com o carinho da população do concelho. No entanto o responsável não esconde a frustração pela forma como o evento foi acolhido na Praça da República.
“Todos as colectividades do concelho actuaram no palco principal e o Rancho devido ao concerto da Áurea, foi relegado para segundo plano”, lastima, desferindo várias críticas à qualidade do palco, do som e das luzes que, na sua opinião, não dignificaram o Festival, o Rancho e os usos e costumes do concelho.
Não obstante as críticas, Joaquim Rebelo faz questão de agradecer à Câmara de Nisa “a bonita recepção nos Paços do Concelho” e o jantar nas suas instalações na zona industrial. Um agradecimento especial ainda para as juntas de freguesia, a Caixa de Crédito Agrícola e a Caixa Geral de Depósitos de Nisa.
Consciente da juventude do grupo a que preside, Joaquim rebelo garante que o Rancho vai continuar a “pesquisar, recolher e trabalhar” para levar bem longe o nome do concelho de Nisa. “A nossa ensaiadora, Joaquina Rebelo, tem feito um trabalho notável para que o grupo se destaque mesmo a nível nacional”, acrescenta.
Depois das actuações em Porto de Mós, Tolosa, Salvaterra de Magos, Constância e Nisa, o Rancho das Cantarinhas vai estar ainda em Águas santas, espinho e Sertã. Os convites são muitos mais mas, “infelizmente, a Câmara só nos disponibiliza seis deslocações por ano”.
Por vezes somos esquecidos, mas continuamos a ser o espelho desta terra”, conclui.
in "Alto Alentejo" - 1/8/2012